Sábado, 13 de Junho de 2026
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Polícia Estupro de Vulnerável

CASO DAS CRIANÇAS ESTUPRADAS NA BAHIA: Quinto suspeito de estupro coletivo contra crianças é apreendido em São Paulo

Investigação avança com identificação de todos os envolvidos; vítimas recebem apoio e proteção institucional

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 13/06/2026 06:01
Foto: Montagem/g1/Reprodução/GCM de Brejões
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A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, nesta segunda-feira (4), o quinto suspeito de envolvimento no estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido em 21 de abril, na Zona Leste da capital. O caso, que chocou a população pela gravidade e pela vulnerabilidade das vítimas, ganhou novos desdobramentos com a localização do último investigado, um adolescente de 15 anos que estava foragido.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o jovem foi encontrado após diligências realizadas ao longo da madrugada e da manhã por equipes do 63º Distrito Policial (DP), responsável pela apuração. Ele foi localizado no bairro de Ermelino Matarazzo e conduzido à delegacia acompanhado da mãe, onde permanece à disposição da Justiça.

Antes dessa apreensão, outros três adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, já haviam sido localizados e detidos em diferentes pontos do estado de São Paulo. Paralelamente, o único adulto investigado, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso na última sexta-feira (1º), no município de Jequié, na Bahia, e deverá ser transferido para a capital paulista nos próximos dias, conforme determinação judicial.

As autoridades paulistas articulam, em conjunto com forças de segurança da Bahia, os detalhes do traslado do suspeito adulto. A expectativa é que policiais de São Paulo realizem a escolta e retornem com ele em voo direto até terça-feira (5). O homem confessou participação no crime e afirmou, em depoimento, que deixou São Paulo após sofrer ameaças.

A Polícia Civil também investiga a origem dessas ameaças e se houve tentativa de intimidar as famílias das vítimas para evitar a denúncia. Há indícios de que pessoas da comunidade teriam pressionado os responsáveis pelas crianças a não registrar ocorrência, mesmo com a circulação de imagens do crime nas redes sociais.

Segundo as investigações, os suspeitos atraíram as vítimas sob o pretexto de empinar pipa. Por serem vizinhos e conhecidos das crianças, os agressores se aproveitaram da relação de confiança para levá-las até o local onde ocorreram os abusos. A delegada responsável pelo caso destacou que essa proximidade facilitou a ação criminosa.

O crime só chegou ao conhecimento da polícia três dias após sua ocorrência, quando a irmã de uma das vítimas reconheceu o menino em vídeos que circulavam na internet e procurou as autoridades. Em apenas cinco dias, os investigadores conseguiram identificar todos os envolvidos, o que acelerou as medidas de responsabilização.

As apurações apontam ainda que o suspeito adulto teria sido o responsável por gravar os abusos com o próprio celular e compartilhar os vídeos por meio de aplicativos de mensagens, contribuindo para a disseminação do material. Agora, a polícia trabalha para identificar outras pessoas que possam ter repassado ou divulgado as imagens, o que também configura crime.

Os cinco investigados deverão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores. Os adolescentes apreendidos serão encaminhados à Fundação Casa, onde ficarão sujeitos a medidas socioeducativas, enquanto o adulto deverá cumprir pena em sistema prisional comum.

As vítimas estão recebendo atendimento médico e psicológico especializado, além de acompanhamento do Conselho Tutelar. As famílias foram acolhidas por serviços sociais da Prefeitura de São Paulo e tiveram seus locais de permanência mantidos em sigilo, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), garantindo proteção integral diante da gravidade do caso.

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