Sexta, 05 de Junho de 2026
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Política MPE

Ministério Público Eleitoral intensifica ações contra influência de facções nas eleições de 2026 na Paraíba

Procuradoria Regional Eleitoral inicia trabalho de inteligência para monitorar possível atuação do crime organizado no processo político-eleitoral

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 05/06/2026 14:39
Foto: TRE-PB / Jornal da Paraíba
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O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Paraíba iniciou ações de inteligência para identificar possíveis interferências de organizações criminosas nas eleições de 2026. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) pelo procurador regional eleitoral Marcos Queiroga, durante entrevista ao programa Conversa Política. Segundo ele, o enfrentamento às facções criminosas está entre as prioridades do chamado “Projeto 2026”, voltado à fiscalização do processo eleitoral no estado.

De acordo com o procurador, as investigações ainda estão em estágio inicial e envolvem levantamento de dados e monitoramento de possíveis vínculos entre grupos criminosos e agentes políticos. Queiroga afirmou que o Ministério Público está atento a movimentações que possam comprometer a legitimidade das eleições, especialmente em casos envolvendo candidatos e pré-candidatos. Ele ressaltou ainda que medidas judiciais poderão ser adotadas caso sejam identificadas irregularidades.

O debate sobre segurança eleitoral ganhou força após as eleições municipais de 2024, quando o Tribunal Superior Eleitoral autorizou o envio de tropas federais para sete municípios paraibanos: Bayeux, Cabedelo, Fagundes, Itabaiana, Paulista, Pombal e São Bento. Apesar da preocupação crescente, Marcos Queiroga avaliou que ainda é prematuro discutir a necessidade de tropas federais para o pleito de 2026, embora magistrados de zonas eleitorais como Itabaiana, Piancó e Bayeux já tenham solicitado reforço diante de confrontos entre facções e da acirrada polarização política.

A discussão sobre o avanço do crime organizado no ambiente eleitoral ganhou ainda mais repercussão após a cassação do prefeito de Cabedelo, André Coutinho, e da vice-prefeita Camila Holanda. A Justiça Eleitoral entendeu que houve interferência de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no processo eleitoral do município. O episódio ampliou o alerta das autoridades sobre a necessidade de fortalecer os mecanismos de fiscalização e segurança para as próximas eleições no estado.

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