Terça, 14 de Abril de 2026
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Polícia Perícia

Laudo Pericial Revela Indícios de Relação Sexual Prévia à Morte de Policial Militar

Tenente-Coronel é Acusado de Feminicídio e Fraude Processual

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 14/04/2026 22:50
Foto:
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Um laudo pericial realizado após a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada baleada em seu apartamento na região central de São Paulo, revelou indícios de que a vítima teve relação sexual em período muito próximo de ser morta com um tiro na cabeça. A descoberta contraria a versão oficial do principal suspeito do crime, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.Geraldo foi indiciado pela Polícia Civil e se tornou réu por feminicídio e fraude processual. De acordo com o relatório, o laudo sexológico resultou positivo para a presença de espermatozóides no canal vaginal da vítima, e o material genético foi devidamente coletado para a realização de confronto de DNA.

Em todas as versões apresentadas às autoridades, o tenente-coronel disse que o casal enfrentava uma crise, que dormiam em quartos separados desde agosto do ano anterior e que não mantinham mais nenhuma relação conjugal. Ao descrever o crime, o militar alegou que a interação com a esposa foi marcada exclusivamente por uma conversa sobre a separação do casal, garantindo não ter havido qualquer contato íntimo. Para os investigadores, a presença de sêmen na vítima é uma evidência "absolutamente incompatível" com a narrativa apresentada pelo marido. 

O documento ressalta que o laudo desmente o álibi do oficial, indicando uma dinâmica diferente daquela descrita por ele para os momentos que antecederam a morte de Gisele.Ainda de acordo com os exames periciais, o laudo toxicológico de Gisele resultou negativo para a presença de álcool etílico, drogas, medicamentos ou praguicidas.

O resultado confirma que a policial não estava sob o efeito de nenhuma substância psicoativa que alterasse seu estado mental no momento em que perdeu a vida.A abordagem, contenção da vítima e disparo contra cabeça de Gisele pode ser descrita em quatro atos, segundo laudo. De acordo com os peritos da Polícia Científica de São Paulo, o tenente-coronel abordou a vítima no interior da residência.

A abordagem ocorre por trás, pegando Gisele de surpresa.Geraldo teria imobilizado a vítima, agarrando-a pelas costas. Gisele tentou se desvencilhar do ataque. Nesse momento, o suspeito empunha uma arma de fogo próxima à cabeça dela. O laudo identificou lesões compatíveis com pressão de dedos na parte de baixo do rosto da PM e na lateral direita do pescoço.Também foi encontrada uma marca superficial de unha. Para os peritos, essas marcas indicam que houve uma luta corporal ou tentativa de esganadura antes do disparo fatal.A defesa do tenente-coronel emitiu uma nota afirmando que o cliente está colaborando com as autoridades e que a prisão é "manifestamente ilegal".

O caso continua em andamento, com a Justiça analisando as provas e a situação do réu.

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