Chuvas intensas interrompem rotina escolar em cidades da Paraíba, e municípios suspendem aulas
Além da suspensão das aulas, abrigam famílias e avaliam medidas emergenciais diante dos impactos
As fortes chuvas que atingiram a Paraíba ao longo do fim de semana provocaram uma série de transtornos e forçaram mudanças na rotina de milhares de estudantes. Com registros de alagamentos, cheias de rios, deslizamentos e dificuldades de acesso, diversas prefeituras decidiram suspender temporariamente as aulas na rede municipal, enquanto outras optaram por manter o calendário escolar, mesmo diante da situação de alerta.
Em Santa Rita e no Conde, as aulas foram suspensas até a próxima quarta-feira (6). Em Santa Rita, além da paralisação das atividades, as escolas municipais estão sendo utilizadas como pontos de acolhimento para famílias afetadas pelas chuvas. Já no Conde, a decisão foi motivada principalmente pelas dificuldades de tráfego em diferentes localidades, e a gestão municipal avalia a adoção de um plano emergencial caso o cenário persista.
Outros municípios também registraram impactos significativos. Em Lagoa Seca, a suspensão das aulas foi anunciada após a interdição de estradas e o aumento de ocorrências relacionadas ao mau tempo. Em Rio Tinto, a paralisação foi adotada por tempo indeterminado, devido às dificuldades de acesso às unidades escolares, e a prefeitura estuda a possibilidade de implementar atividades remotas durante o período.
Por outro lado, cidades como Ingá, Bayeux, Massaranduba e João Pessoa decidiram manter as aulas normalmente, apesar dos transtornos causados pelas chuvas. As secretarias municipais de educação dessas localidades informaram que seguem monitorando a situação, mas, até o momento, não houve necessidade de alterar o calendário escolar.
As autoridades estaduais e municipais permanecem em alerta diante da previsão de continuidade das chuvas, enquanto equipes trabalham para minimizar os danos e garantir a segurança da população. A adoção de medidas emergenciais, como a suspensão das aulas e o uso de escolas como abrigos, reflete o esforço das gestões locais em enfrentar os efeitos do período chuvoso no estado.

