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Política Eleições 2026

Júnior Pires é exonerado do Procon-JP após ser alvo de operação da PF

Secretário deixou o cargo a pedido após afastamento cautelar determinado pela Justiça Eleitoral no âmbito da Operação Zona de Influência

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 24/10/2026 12:35
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O secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (30), um dia após ter sido alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma organização criminosa na Paraíba. A exoneração, a pedido, foi publicada em edição suplementar do Diário Oficial do Município e tem efeitos a partir desta quarta-feira.

Segundo a defesa, Júnior Pires decidiu deixar a função para se dedicar à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos investigados. Os advogados negam qualquer envolvimento do ex-secretário com organizações criminosas ou participação em eventual negociação de apoio político com facções. A defesa também afirma que ele está à disposição do Poder Judiciário e das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.

Antes do pedido de exoneração, a Justiça Eleitoral havia determinado o afastamento cautelar de Júnior Pires das funções públicas pelo período de 90 dias. A medida foi tomada no âmbito da Operação Zona de Influência, que investiga uma suposta articulação para obtenção de apoio político e autorização para a entrada de candidatos em comunidades sob influência de uma organização criminosa. O afastamento cautelar tem natureza processual e não representa, por si só, conclusão sobre responsabilidade ou culpabilidade.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (29), com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Durante as diligências, foram apreendidos R$ 220 mil em espécie. Segundo a investigação, são apuradas possíveis contrapartidas que incluiriam pagamentos a uma liderança criminosa, custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas relacionadas a cargos ou empregos na administração pública.

Outro alvo da operação é o deputado estadual Caio Roberto (MDB), que também negou envolvimento em ilícitos eleitorais ou com organizações criminosas. Em manifestação divulgada após a operação, o parlamentar afirmou que realiza sua campanha dentro das regras eleitorais e que permaneceu à disposição da Justiça Eleitoral.

A investigação apura, em tese, possíveis crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, as diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a eventual conduta de cada pessoa investigada. A Prefeitura de João Pessoa informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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