Quinta, 22 de Outubro de 2026
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PF aponta supostos acordos de ex-prefeito do RJ com o Comando Vermelho e vínculos com milícia

Investigação que levou à prisão de Márcio Canella cita negociação para retirada de barricadas em Belford Roxo e possíveis relações com grupo miliciano da Baixada Fluminense.

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 22/10/2026 15:14
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A investigação da Polícia Federal (PF) que levou à prisão, nesta quinta-feira (15), de Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro, aponta suspeitas de acordos com integrantes do Comando Vermelho (CV) e vínculos com pessoas ligadas a uma milícia da Baixada Fluminense. As informações constam em um documento que fundamentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne.

De acordo com a PF, o capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa teria atuado como intermediário entre lideranças do Comando Vermelho e a administração municipal comandada por Canella. A investigação descreve uma suposta negociação para a retirada de barricadas instaladas por traficantes, com o objetivo de viabilizar obras públicas. Em contrapartida, os criminosos teriam recebido garantias de redução das operações policiais e de recuperação do controle territorial após a conclusão das intervenções. Entre os nomes citados no relatório estão Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, e José Severino da Silva Júnior, chamado de Soró, apontados como lideranças da facção.

O documento também destaca a relação de Canella com Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, apontado pelos investigadores como principal liderança do grupo miliciano Somos Comunidade. A PF menciona ainda a nomeação de Giane Prudêncio, esposa de Jura, para um cargo comissionado no gabinete parlamentar de Canella na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), além da contratação de ex-vereadores investigados por possíveis ligações com milícias para secretarias municipais de Belford Roxo.

Presidente estadual do União Brasil, Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, com 197.178 votos. 

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