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Polícia Estupro de Vulnerável

Mulher deve ser indiciada por lesão gravíssima após amputação do órgão genital do marido em Campina Grande

Polícia Civil também prevê indiciamento de homem por estupro de vulnerável contra dois enteados; investigações aguardam últimos laudos periciais

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 17/10/2026 18:39
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A Polícia Civil da Paraíba deve concluir nos próximos dias as investigações sobre um caso ocorrido em Campina Grande, no Agreste do estado, que envolve a amputação do órgão genital de um homem de 33 anos e denúncias de abuso sexual contra duas crianças. Segundo o delegado Heitor Soares, responsável pelos inquéritos, a mulher que confessou ter agredido o companheiro deve ser indiciada por lesão corporal de natureza gravíssima, enquanto o homem deve ser indiciado por estupro de vulnerável contra os dois enteados.

As informações foram confirmadas pelo delegado nesta quarta-feira (16). Os dois inquéritos estão em fase final e dependem apenas da chegada dos últimos laudos periciais para serem concluídos. A mulher se apresentou à polícia no dia 10 de setembro e confessou ter amarrado o companheiro e utilizado uma faca para amputar o órgão genital dele. Segundo o relato apresentado à investigação, ela posteriormente teria descartado o órgão em um vaso sanitário e acionado a descarga. O órgão e a faca não foram localizados.

De acordo com a Polícia Civil, a agressão teria ocorrido após a mulher tomar conhecimento de suspeitas de que o companheiro abusava sexualmente de seus dois filhos, de 8 e 10 anos. As crianças foram submetidas a depoimento especial por uma equipe especializada e, segundo o delegado, relataram ter sido vítimas de abuso sexual. O homem investigado, porém, nega as acusações.

Ainda segundo a investigação, os supostos abusos teriam começado depois que as crianças pediram para utilizar um celular. Conforme o relato apresentado à polícia, o padrasto teria permitido que elas jogassem em troca de atos de natureza sexual. Os episódios teriam ocorrido há mais de um ano, quando a família ainda morava no bairro da Liberdade, em Campina Grande.

Após os relatos das crianças, o pai delas procurou as autoridades e registrou um boletim de ocorrência em 7 de setembro. A partir da denúncia, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar os supostos crimes. Além dos depoimentos, foram realizados exames e solicitados laudos periciais para auxiliar na conclusão das investigações.

Caso os elementos reunidos sejam confirmados, a mulher será indiciada por lesão corporal de natureza gravíssima. Segundo Heitor Soares, a classificação está relacionada à amputação do órgão genital e à consequente perda da função sexual. A Polícia Civil também avalia se outros crimes, como eventual tortura, podem estar relacionados à agressão.

O homem, por sua vez, deverá ser indiciado por estupro de vulnerável em relação às duas crianças. A conclusão dos procedimentos, entretanto, ainda depende da análise dos últimos elementos periciais. O indiciamento representa a conclusão da autoridade policial sobre a existência de elementos relacionados à prática de determinado crime e não equivale a uma condenação judicial.

Os dois envolvidos respondem em liberdade. Segundo o delegado, a Polícia Civil não identificou necessidade de solicitar a prisão da mulher, que não possuía antecedentes criminais e, conforme a avaliação apresentada pela investigação, não representava risco à coletividade. O homem também não foi preso e recebeu uma medida protetiva que o impede de se aproximar ou manter contato com as duas crianças.

O homem deverá passar por uma cirurgia para reconstrução do canal urinário em decorrência da amputação. Ele havia sido encaminhado ao Hospital de Trauma de Campina Grande após o episódio e recebeu alta médica no dia 8 de setembro.

O caso ocorreu na noite de 6 de setembro, no bairro da Catingueira. Segundo a Polícia Militar, o homem foi encontrado com as mãos e os pés amarrados e havia perdido uma quantidade significativa de sangue. Na ocasião, a companheira era considerada a principal suspeita da agressão. Conforme relato apresentado pela vítima aos policiais, ela teria dito que pretendia testar tipos de nós que aprendia em um curso de bombeiro civil antes de amarrá-lo.

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