Domingo, 20 de Setembro de 2026
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Polícia 80 assassinatos

Adolescente de 17 anos é apreendido suspeito de nove homicídios no Vale do Mamanguape

Polícia Civil aponta jovem como integrante de grupo ligado a Jorlan Lopes da Silva, preso após operação que investiga série de assassinatos na região

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 20/09/2026 11:43
Foto: Polícia Civil da Paraíba / G1 Paraíba
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Um adolescente de 17 anos, suspeito de envolvimento em nove homicídios no Vale do Mamanguape, na Paraíba, foi apreendido nesta sexta-feira (18), em Cabedelo, no Litoral do estado. Segundo a Polícia Civil, o jovem seria o “braço direito” de Jorlan Lopes da Silva, homem preso no último domingo (13), em Mulungu, e investigado por diversos assassinatos na região.

Entre os crimes atribuídos ao adolescente está a morte de um jovem ocorrida no último dia 12, na Praça da Juventude, em Mamanguape, durante a concentração de um evento político. Na ocasião, havia uma aglomeração de pessoas para uma atividade da qual participariam o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e o prefeito de Mamanguape, Joaquim Fernandes (PSB). A Polícia Civil informou, porém, que o homicídio estaria relacionado a uma disputa entre facções criminosas e não teria ligação com o evento político.

A apreensão ocorreu durante uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar. Contra o adolescente havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Durante a mesma ação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em crimes na região, foram presos em uma abordagem realizada no município de Mulungu.

De acordo com o delegado Marcos Paulo Sales, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa, que atua na região. As investigações buscam esclarecer a participação de cada um dos envolvidos nos crimes atribuídos ao grupo.

A operação também está relacionada à prisão de Jorlan Lopes da Silva, cuja fuga terminou em Mulungu após cerca de 48 horas de buscas. Segundo a Polícia Civil, ele chegou a passar por policiais usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas. Conforme relato do delegado Douglas Garcia, uma tatuagem teria contribuído para a identificação do suspeito depois que a roupa se deslocou durante a fuga.

Após ser preso, Jorlan afirmou durante depoimento ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida. A Polícia Civil informou que está confrontando a declaração com investigações em andamento, provas técnicas e registros oficiais de homicídios. “É um número muito expressivo. Nós acreditamos que, se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia.

A Polícia Civil também informou que Jorlan teria retornado à residência onde estava, pegado um revólver e deixado uma criança que estava com ele antes de fugir. Até a publicação da matéria, as autoridades não haviam informado como a criança foi parar sob os cuidados do suspeito nem se ela recebeu atendimento médico após ser localizada. Segundo a polícia, a criança não era parente de Jorlan.

Após passar por audiência de custódia, Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, conforme informou o delegado Douglas Garcia. As investigações continuam para verificar a participação dos suspeitos nos homicídios e confrontar as informações apresentadas durante os depoimentos com os elementos reunidos pela polícia.

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