Domingo, 20 de Setembro de 2026
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Nacional Daniel Vorcaro

PGR é favorável a exames médicos para pai de Daniel Vorcaro, mas rejeita pedido de soltura de investigado

Henrique Moura Vorcaro poderá deixar temporariamente a prisão para atendimento médico, caso autorização seja concedida pelo STF

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 20/09/2026 11:45
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, para deixar temporariamente a prisão e realizar exames médicos. A defesa relatou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o investigado apresentou sintomas que poderiam indicar uma crise de diverticulite e chegou a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento próxima ao presídio onde está detido.

Diante do quadro relatado, a defesa solicitou autorização para que Henrique seja atendido pelo coloproctologista que normalmente acompanha seu tratamento e realize exames complementares solicitados por um médico da unidade de pronto atendimento. A PGR afirmou que, embora uma avaliação realizada no presídio não tenha identificado situação de urgência e tenha registrado a prescrição de antibióticos, não há impedimento para a realização dos exames e para a consulta com o médico particular.

Segundo a Procuradoria, eventual saída deverá respeitar as regras estabelecidas pelo sistema prisional, cabendo ao estabelecimento definir a forma adequada de viabilizar os atendimentos. A decisão sobre a autorização, entretanto, será tomada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF.

Na mesma manifestação, a PGR analisou o pedido de revogação da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar, apontado como operador técnico integrante da chamada “Turma” de Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria atuado para atacar, ameaçar e intimidar adversários.

Em relação a Rodrigo Avelar, a Procuradoria se posicionou contra a soltura. O órgão argumentou que as investigações ainda estão em andamento e que existem diligências pendentes, além de apontar risco de reiteração delitiva e fuga.

Para a PGR, a manutenção da prisão preventiva seria necessária diante desses fatores e da proximidade do investigado com outros integrantes da organização investigada. A decisão sobre o pedido de liberdade também caberá ao STF, no âmbito das investigações relacionadas ao caso Master.

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