Quinta, 22 de Outubro de 2026
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Júnior Pires nega ligação com facção criminosa após operação da Polícia Federal na Paraíba

Ex-secretário de João Pessoa afirma que os R$ 220 mil apreendidos são compatíveis com sua renda; investigação apura suspeita de negociação de apoio político-eleitoral com organização criminosa.

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 22/10/2026 15:21
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O ex-secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, negou envolvimento com organizações criminosas após ser alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral com uma facção criminosa na Paraíba. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (13), ele também justificou a origem dos R$ 220 mil apreendidos durante as diligências.

Segundo Júnior Pires, parte do dinheiro foi declarada à Receita Federal em 2025, enquanto o restante seria proveniente da venda de bens realizada durante o processo de divórcio. O ex-secretário afirmou que os valores são compatíveis com sua renda e negou participação em qualquer negociação com integrantes de organizações criminosas.

Após a operação, a defesa de Pires já havia negado envolvimento com facções ou participação em possíveis acordos eleitorais. Os advogados também informaram que o pedido de exoneração do cargo teve como objetivo permitir que ele se dedicasse à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos investigados.

Antes da exoneração, a Justiça Eleitoral havia determinado o afastamento cautelar do então secretário por 90 dias. Após a decisão, ele solicitou o desligamento da função. A Prefeitura de João Pessoa, por sua vez, declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Deflagrada em 29 de setembro, a Operação Zona de Influência cumpriu sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Durante as diligências, além dos R$ 220 mil em espécie, foram apreendidos aparelhos celulares, incluindo o do ex-secretário e o de outro investigado.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura a suspeita de que integrantes de uma facção criminosa utilizavam o controle territorial de comunidades para negociar apoio político e autorizar a entrada de candidatos nesses locais durante campanhas eleitorais.

Em contrapartida, os investigadores apuram possíveis pagamentos a uma liderança criminosa, o custeio de despesas de um centro comunitário e eventuais negociações envolvendo cargos ou empregos na administração pública, entre outros benefícios.

A investigação busca esclarecer possíveis crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. Até o momento, as suspeitas são objeto de apuração, e a conduta individual dos investigados deverá ser esclarecida ao longo do procedimento.

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