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Política Oriente Médio

Irã Rebate Ameaças dos EUA e Eleva Tom Contra Washington

Khamenei afirma que Trump não tem poder para derrubar a República Islâmica em meio a negociações delicadas

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 28/02/2026 14:57
Foto: Reuters / CNN Brasil
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Em resposta direta às recentes ameaças dos Estados Unidos, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, declarou que o presidente americano Donald Trump não tem capacidade para destruir ou derrubar o regime iraniano. As declarações foram feitas nesta terça-feira (17) e repercutidas pela mídia estatal iraniana, em um momento de elevada tensão diplomática entre os dois países.

Em tom desafiador, Khamenei ironizou o envio de um porta-aviões americano à região, afirmando que, embora se trate de um equipamento perigoso, “mais perigosa é a arma capaz de afundá-lo”. Segundo o aiatolá, ameaças militares não são suficientes para abalar a República Islâmica, governada por líderes religiosos desde a Revolução Islâmica de 1979.

O discurso ocorreu em Teerã enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e sua delegação iniciavam conversas indiretas com representantes dos Estados Unidos em Genebra. Paralelamente, os militares americanos seguem reforçando sua presença aérea e naval no Oriente Médio, em meio às negociações planejadas.

Nos últimos dias, Trump alertou que “as consequências serão muito graves” caso o Irã não chegue a um acordo com Washington. Teerã, por sua vez, tem reiterado que não aceita ameaças como instrumento de negociação e afirma estar pronto para retaliar diante de qualquer ataque.

Khamenei também minimizou o poderio militar americano, declarando que “o exército mais forte do mundo pode ser atingido de forma tão dura que não consiga se levantar”. A fala reforça a postura de resistência adotada pelo regime iraniano diante da pressão externa.

Segundo um alto funcionário iraniano ouvido pela Reuters, o êxito das negociações em Genebra dependerá da disposição dos Estados Unidos em evitar exigências consideradas irreais e em demonstrar seriedade na suspensão das sanções econômicas que afetam duramente o Irã.

 
 

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