EUA intensificam cerco ao petróleo venezuelano no Caribe
Sétima apreensão de petroleiro sinaliza endurecimento da estratégia de Washington
As Forças Armadas dos Estados Unidos reforçaram, nesta terça-feira (20), a ofensiva para restringir o escoamento do petróleo venezuelano ao apreender mais um petroleiro no Caribe, elevando para sete o número de interceptações desde o início da campanha do presidente Donald Trump.
Segundo o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, responsável pela coordenação de navios de guerra e efetivos militares na região, o navio Sagitta foi apreendido “sem incidentes”, em operação alinhada às diretrizes impostas a embarcações sancionadas.
Em comunicado, o Comando Sul afirmou que a ação demonstra a determinação de Washington em assegurar que apenas carregamentos de petróleo “devidamente coordenados e legais” deixem a Venezuela, em conformidade com as restrições estabelecidas pelo governo americano.
A política externa dos EUA para a América Latina tem concentrado esforços na Venezuela, com o objetivo de enfraquecer o governo de Nicolás Maduro. Após o fracasso de iniciativas diplomáticas, Trump ampliou a pressão e declarou a intenção de controlar os recursos petrolíferos venezuelanos por tempo indeterminado.
De acordo com autoridades americanas, as embarcações interceptadas integram uma rede de navios sob sanções ou pertencem a uma “frota paralela”, utilizada para ocultar a origem do petróleo transportado por grandes produtores sancionados, como Venezuela, Irã e Rússia.
