Sexta, 05 de Junho de 2026
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Polícia Investigação

Perícia aponta que idosa encontrada morta em Bayeux pode ter chegado viva ao local

Exames ainda vão determinar causa da morte; polícia descarta suspeitos por enquanto e investiga inconsistências em depoimentos

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 05/06/2026 15:31
Foto: Flávio Fernandes / TV Cabo Branco
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A investigação sobre a morte de Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, encontrada após sete dias desaparecida em uma área de mata em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (29). De acordo com a perícia, há indícios de que a idosa tenha chegado com vida ao local onde o corpo foi localizado, mas a causa da morte ainda permanece indefinida.

Segundo o perito Aldenir Lins, do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), elementos observados na cena sugerem que a vítima não foi levada já sem vida. “Pelas condições que a gente viu, possivelmente ela veio com vida até o local, tendo em vista que a sandália estava com ela, além da posição do corpo e das vestes”, explicou.

Apesar das primeiras análises, o perito ressaltou que ainda é cedo para afirmar se a morte foi provocada por violência ou se teve causas naturais. A confirmação dependerá de exames de necrópsia e de outras análises laboratoriais solicitadas pelas autoridades. “Somente após esses procedimentos será possível começar a esclarecer o que aconteceu”, pontuou.

Um dos pontos que chamou a atenção da perícia foi o fato de uma peça íntima da idosa ter sido encontrada próxima ao corpo, e não vestida. Ainda assim, os especialistas descartam, neste momento, qualquer conclusão precipitada sobre possível violência sexual. Exames específicos foram requisitados para investigar essa hipótese.

As roupas da vítima também passarão por análise detalhada, com o objetivo de identificar possíveis danos, rasgos ou outros vestígios que possam indicar as circunstâncias da morte. De acordo com os peritos, o trabalho será minucioso, e não há prazo definido para a conclusão dos laudos.

O amigo da idosa, Willis Cosmo, que esteve com ela no dia do desaparecimento, foi conduzido à delegacia após a localização do corpo, mas foi liberado após prestar esclarecimentos. Conforme o delegado Douglas García, ele não é considerado suspeito neste momento e tem colaborado com as investigações.

A Polícia Civil informou, no entanto, que existem divergências nos depoimentos prestados anteriormente pelo homem, especialmente em relação aos horários entre a saída do Hospital Metropolitano e a chegada à área de mata onde ambos teriam parado para colher mangas. As inconsistências seguem sendo apuradas.

Como parte da investigação, o trajeto foi refeito com o amigo da vítima, e o tempo percorrido levantou questionamentos. Segundo o delegado, não seria possível chegar ao local no horário informado inicialmente, o que reforçou a necessidade de novos esclarecimentos e da análise de imagens de câmeras de segurança.

O delegado também destacou que, apesar da repercussão do caso, nenhuma pessoa foi formalmente apontada como suspeita até o momento. Ele ressaltou a importância de aguardar os resultados periciais para direcionar o inquérito, que ainda está em andamento e pode ser classificado como morte natural ou homicídio, a depender das conclusões técnicas.

Milce Daniel Pessoa desapareceu na manhã da quarta-feira (22), após acompanhar o amigo a uma consulta médica. O corpo foi reconhecido por familiares com base em características físicas e vestimentas. As buscas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e cães farejadores, até a localização na área de mata onde o caso segue sendo investigado.

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