Sexta, 05 de Junho de 2026
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Polícia Fraude

MPF denuncia 10 integrantes da “máfia dos concursos” por fraude em seleção da Polícia Federal

Esquema criminoso atuava em três estados, cobrava até R$ 500 mil por vaga e utilizava tecnologia sofisticada para burlar certames públicos

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 05/06/2026 15:31
Foto: Comunicação MPF
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O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) denunciou 10 pessoas suspeitas de integrar a chamada “máfia dos concursos”, grupo investigado por fraudar um concurso da Polícia Federal realizado em 2025. Segundo a acusação, a organização criminosa atuava de forma estruturada para manipular resultados e garantir aprovações mediante pagamento de propina milionária.

De acordo com a denúncia, divulgada nesta terça-feira (28), o esquema tinha ramificações na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas. O caso é desdobramento de investigações mais amplas que apontaram Patos, no Sertão paraibano, como base operacional da organização. As apurações anteriores já haviam levado à desarticulação parcial do grupo.

No curso dessas investigações, o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, foi alvo de mandados de busca e apreensão e chegou a ser afastado do cargo. Apesar disso, ele não foi denunciado especificamente no processo relacionado à fraude no concurso da Polícia Federal.

Conforme o MPF, a fraude identificada no certame da PF tinha como foco o cargo de delegado e pretendia beneficiar indiretamente um dos denunciados. Entre os elementos reunidos pelos investigadores estão movimentações financeiras consideradas atípicas e trocas de mensagens que indicariam a participação dos envolvidos no esquema.

A estrutura financeira da organização seguia lógica empresarial. Ainda segundo a denúncia, os valores cobrados eram definidos com base no salário inicial do cargo pretendido, podendo ultrapassar R$ 280 mil por candidato. Em outros casos investigados, a propina teria chegado a R$ 500 mil por vaga.

Os denunciados foram identificados, conforme o MPF, em diferentes funções dentro da organização. 

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