Terça, 14 de Abril de 2026
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Polícia Ministério Público de Pernambuco

Empresário é indiciado por seis crimes após ataque violento em edifício no Espinheiro

Polícia Civil aponta tentativa de feminicídio e duas tentativas de homicídio; penas podem ultrapassar um século de reclusão

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 14/04/2026 22:50
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Um ataque marcado por extrema violência e que chocou moradores do bairro do Espinheiro, no Recife, teve novos desdobramentos com o indiciamento do empresário André Maia Oliveira, de 48 anos. Ele foi formalmente acusado de seis crimes, incluindo tentativa de feminicídio, após invadir o prédio onde reside sua ex-companheira e protagonizar uma sequência de ações consideradas de alto risco pelas autoridades.

De acordo com o inquérito conduzido pela Polícia Civil, a versão apresentada pelo suspeito — de que teria agido apenas para “assustar” a ex-mulher — foi descartada diante das evidências reunidas. Além da tentativa de feminicídio, André Maia também responderá por duas tentativas de homicídio qualificado, tendo como vítimas a ex-sogra e o próprio filho, uma criança de apenas 8 anos.

As investigações detalham que o empresário arrombou o portão do edifício utilizando um veículo, portava um galão de gasolina e efetuou cerca de 20 disparos de arma de fogo contra a porta do apartamento. A sequência de atos elevou o grau de gravidade do caso e reforçou o entendimento de que houve intenção clara de causar danos letais.

Embora tenha declarado arrependimento, a brutalidade da ação levou o caso à análise do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que decidirá sobre o oferecimento de denúncia formal à Justiça. O episódio teve início com o descumprimento de uma medida protetiva, fator que agrava ainda mais a situação jurídica do investigado.

Caso as tipificações apresentadas pela Polícia Civil sejam mantidas e confirmadas em eventual julgamento, as penas somadas podem variar entre 48 e 114 anos de reclusão. Apesar de o limite máximo de cumprimento de pena no Brasil ser de 40 anos, condenações dessa magnitude impactam diretamente na progressão de regime e na concessão de benefícios penais.

O caso evidencia, segundo especialistas, a aplicação rigorosa da legislação vigente no combate à violência contra a mulher, especialmente no que se refere ao feminicídio. A repercussão do episódio também reacende o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e os mecanismos de prevenção a crimes dessa natureza.

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