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Nacional Cão Orelha

Vídeo divulgado pela defesa reacende debate no Caso Orelha: Adolescente Suspeito de Cometer o Crime Pode ser Inocentado

Imagens apresentadas contestam versão policial e colocam em xeque o horário das agressões

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 28/02/2026 18:27
Foto: CNN Brasil / Câmeras de Segurança
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A defesa do adolescente investigado por supostos maus-tratos contra o cão conhecido como Orelha divulgou um vídeo que, segundo os advogados, pode alterar os rumos do caso e suscitar novas dúvidas sobre a autoria e a dinâmica dos fatos. As imagens mostram um cachorro que seria o animal envolvido caminhando pela região da Praia Brava, em Florianópolis (SC), horas após o horário apontado pela Polícia Civil como o momento das agressões, o que, para a defesa, enfraquece a acusação contra o jovem.

De acordo com os advogados, o vídeo registra um cachorro preto, identificado como Orelha, mexendo em lixo localizado no canto inferior direito das imagens por volta das 7h do dia 4 de janeiro. A Polícia Civil de Santa Catarina, por sua vez, sustenta que os maus-tratos teriam ocorrido por volta das 5h30 da mesma data, o que configuraria uma contradição relevante entre a linha do tempo apresentada pela investigação e o material divulgado pela defesa.

A defesa afirma que as imagens “derrubam as supostas provas de acusação contra o adolescente”, reiterando a negativa de autoria e destacando que o vídeo indicaria que o animal ainda estava vivo e ativo após o horário apontado como crítico. Segundo os representantes legais do jovem, o conteúdo audiovisual precisa ser analisado com cautela pelas autoridades, pois pode comprometer a robustez das conclusões alcançadas no inquérito policial.

Procurada para comentar as alegações apresentadas pela defesa, a Polícia Civil de Santa Catarina informou, por meio de sua assessoria, que ainda não houve posicionamento oficial sobre o vídeo divulgado. A CNN Brasil afirmou ter entrado em contato com o órgão e destacou que o espaço permanece aberto para manifestação, conforme prática jornalística.

Apesar da controvérsia levantada pela defesa, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito do chamado Caso Orelha na última terça-feira (3), encaminhando os autos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA).

Com base nos elementos reunidos, os investigadores solicitaram a internação do adolescente que aparece em imagens de câmeras de segurança localizadas na entrada da Praia Brava. Segundo a polícia, o pedido se fundamenta na gravidade do crime apurado e, no âmbito do sistema socioeducativo, equivale à prisão preventiva aplicada a adultos, cabendo agora às instâncias judiciais a análise do caso.

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