MPF arquiva denúncia anônima fantasiosa sobre suposta corrupção no Planalto
Relato mencionava uso de sósias e tecnologia de inteligência artificial para simular o presidente da República
O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar, no fim do ano passado, uma denúncia anônima considerada absolutamente improcedente e carente de qualquer respaldo fático, que atribuía ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a prática de crimes de corrupção por meio de supostos sósias atuando no Palácio do Planalto.
O conteúdo da denúncia chamava atenção pelo caráter inusitado e fantasioso. Segundo o relato, “quatro ou cinco atores de diversas aparências” estariam se passando pelo chefe do Executivo federal para cometer irregularidades, valendo-se de “vozes implantadas” e de recursos de inteligência artificial avançada para enganar autoridades e a opinião pública.
Apesar do evidente absurdo, a comunicação anônima foi formalmente analisada pelos órgãos competentes, o que demandou tempo e mobilização de recursos públicos. Ao final da apuração preliminar, não foi identificado qualquer indício mínimo que justificasse a continuidade da investigação.
No despacho que determinou o arquivamento, o promotor de Justiça Eleitoral destacou que a acusação era genérica, desprovida de credibilidade e totalmente desacompanhada de provas ou documentos. Conforme registrado, o relato imputava crimes de forma indistinta a pessoas, empresas e partidos políticos, baseando-se em alegações manifestamente infundadas, o que inviabilizou qualquer avanço investigativo.