Sexta, 05 de Junho de 2026
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Nacional Henry Borel

Monique Medeiros se entrega à polícia após STF manter ordem de prisão

Acusada pela morte de Henry Borel retorna à custódia; decisão de Gilmar Mendes reforça prisão imediata

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 05/06/2026 16:36
Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
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Monique Medeiros, acusada de participação no assassinato do filho, Henry Borel, em 2021, entregou-se à polícia na manhã desta segunda-feira, após o Supremo Tribunal Federal (STF) manter a ordem de prisão contra ela. A decisão, assinada no último sábado pelo ministro Gilmar Mendes, rejeitou recursos apresentados pela defesa e determinou o cumprimento imediato da medida.

Ao analisar o pedido dos advogados, Mendes negou solicitações como a concessão de prazo para apresentação voluntária e a definição antecipada de uma unidade prisional específica. O ministro, no entanto, estipulou prazo de 24 horas para que a Secretaria Estadual de Polícia Penal do Rio de Janeiro informe em qual local Monique deverá permanecer custodiada, “a fim de garantir sua integridade física e moral”.

Na decisão, o magistrado destacou que acolheu parcialmente os embargos apenas para complementar os fundamentos da determinação anterior, sem qualquer mudança no resultado do julgamento. Com isso, foi mantida a ordem de prisão da professora.

Monique estava em liberdade desde 23 de março deste ano, quando o júri popular sobre a morte de Henry foi adiado. A sessão foi interrompida após os advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, deixarem o plenário. A juíza Elizabeth Louro classificou a conduta como “abandono ilegítimo” e remarcou o julgamento para 25 de maio.

Na ocasião, a magistrada determinou a soltura de Monique, entendendo que a acusada não havia contribuído para o adiamento e que sua permanência no presídio configuraria “constrangimento legal”. Já Dr. Jairinho, também réu no processo pela morte de Henry Borel, segue preso. Após a interrupção da sessão, ele e Monique comemoraram o desfecho, enquanto Leniel Borel, pai do menino, chorava no plenário.

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