Influenciador envolvido nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro, Rodrigo Lima, Réu no STF, articula candidatura à Câmara dos Deputados
Projeto político de Rodrigo Lima avança em meio a investigações sobre atos de 8 de janeiro e restrições judiciais
Réu por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro, o ex-secretário de Comunicação de Bayeux e influenciador digital Rodrigo Lima articula uma candidatura a deputado federal nas eleições de 2026, mesmo diante de pendências judiciais em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Suplente de vereador em João Pessoa nas eleições de 2024, quando disputou pelo Progressistas (PP), Lima planeja mudar de legenda e se filiar ao Partido Novo. A estratégia visa viabilizar sua entrada na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, ampliando sua projeção política no cenário estadual.
O projeto eleitoral, no entanto, convive com entraves jurídicos. Rodrigo Lima é réu no STF no âmbito das investigações da Operação Lesa Pátria, que apura a organização e o financiamento dos atos ocorridos em Brasília. O processo tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O influenciador chegou a ser preso preventivamente em agosto de 2023, sob acusação de fomentar mobilizações que resultaram nos ataques. Entre os elementos citados pelas investigações está a suposta participação na organização da chamada “Festa da Selma”, codinome utilizado por investigados para se referir aos atos.
Além disso, Lima foi apontado como um dos líderes de um acampamento montado em frente ao Grupamento de Engenharia, em João Pessoa, durante manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que contestavam o resultado das eleições de 2022 e pediam intervenção militar.
No fim de 2023, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e aos fins de semana, além da proibição de acesso às redes sociais — restrições que passaram a ser alvo de pedidos de flexibilização.
Em junho do ano passado, o réu obteve autorização para retomar o uso das redes sociais, ao argumentar que atua como professor de marketing e depende dessas plataformas para trabalhar, alegando ainda sobreviver com apoio de familiares.
Mais recentemente, uma nova solicitação para retirada da tornozeleira eletrônica e do recolhimento noturno foi analisada e rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, o magistrado afirmou que o cumprimento das medidas cautelares ou o tempo decorrido desde sua imposição não justificam, por si só, a revogação das restrições, reiterando que tais condições são indispensáveis para a manutenção da liberdade provisória.

