Caso Orelha: Polícia Indicia Três Adultos por Coação de Testemunha
Morte de Cão Comunitário em Florianópolis Choca a Cidade
A Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir ao menos uma testemunha na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis. Quatro adolescentes suspeitos de cometer o ato infracional de maus-tratos já foram identificados e também são apontados por tentar afogar outro cão no mar.
Os investigados são pais e um tio dos adolescentes, dois deles são empresários e o outro é advogado. A coação é o crime de ameaçar ou agredir alguma das partes de um processo judicial para tentar interferir no resultado. Os nomes dos indiciados não foram revelados.
A Polícia Civil informou que os adultos estão sendo indiciados por ameaçar um vigilante da zona onde o Cão Orelha foi encontrado, que teria uma foto que poderia colaborar com a investigação. O vigilante foi afastado por segurança pessoal.
Somente no inquérito que apura o crime de coação, 22 pessoas foram ouvidas. A Justiça não autorizou a apreensão dos aparelhos eletrônicos dos adultos.
Os nomes e idades dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo menores de 18 anos.
A investigação se concentra em duas frentes: Auto de apuração de ato infracional e inquérito policial. Orelha foi encontrado machucado e agonizando e precisou passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
Exames periciais no corpo de Orelha confirmaram que ele foi atingido na cabeça com um objeto contundente. O instrumento usado na agressão não foi encontrado.
Orelha era um cão comunitário que vivia na Praia Brava e era conhecido por sua docilidade e alegria. A morte do animal chocou a cidade e gerou grande comoção.
