Quarta, 15 de Abril de 2026
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Nacional Henry Borel

CASO HENRY BOREL: Defesa de Dr. Jairinho abandona julgamento no Rio de Janeiro

Saída do plenário após decisão judicial intensifica tensão em caso que chocou o país

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 15/04/2026 00:18
Foto: CNN Brasil
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O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, foi marcado por um momento de forte tensão nesta segunda-feira (23), quando a equipe de defesa abandonou o plenário após a juíza negar o pedido de suspensão do processo. A solicitação havia sido feita com base em alegações de cerceamento de defesa e suposta falta de acesso a provas digitais consideradas relevantes para o caso.

Segundo os advogados, não houve acesso integral ao material bruto extraído de um notebook pertencente a Leniel Borel, pai da vítima. A defesa sustentou que teria ocorrido uma “seleção prévia” do conteúdo, o que comprometeria a ampla defesa. A magistrada, no entanto, rejeitou os argumentos, afirmando que as informações mencionadas já constavam nos autos por meio de outro dispositivo analisado durante a investigação.

Diante da retirada dos advogados, a assistência de acusação informou que solicitariam a atuação da Defensoria Pública, com o objetivo de evitar a interrupção do julgamento. A medida busca garantir a continuidade dos trabalhos e assegurar o andamento do processo, mesmo diante do impasse jurídico instaurado em plenário.

O caso remonta à morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca. O laudo do Instituto Médico Legal apontou 23 lesões no corpo da criança, indicando como causa da morte hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.

Além de Dr. Jairinho, Monique Medeiros também responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. O caso gerou grande comoção nacional e intensificou debates sobre a proteção de crianças e adolescentes no Brasil.

Como desdobramento, foi sancionada a Lei Henry Borel, que classificou como hediondos os crimes cometidos contra menores de 14 anos. A legislação representa um avanço no endurecimento das penas e no combate à violência infantil no país.

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