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Nacional Aviação

Alta do petróleo reduz voos no Brasil e Paraíba está entre os estados mais afetados

Suspensão de operações para maio atinge malha aérea nacional e provoca queda de 8,9% na oferta para o estado

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 05/06/2026 16:36
Foto: Infraero / Portal Correio
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A escalada do preço do petróleo no mercado internacional já começa a provocar reflexos diretos na aviação brasileira, e a Paraíba surge entre os estados mais impactados. Levantamento divulgado nesta terça-feira, com base em dados do sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta a suspensão de mais de 2 mil voos programados para o mês de maio em todo o país.

Entre os destinos afetados, a Paraíba registra redução de 8,9% na oferta de voos, figurando entre as maiores quedas proporcionais do Brasil. Também aparecem na lista dos estados mais atingidos o Amazonas, com retração de 17,5%, Pernambuco, com 10,5%, Goiás, com 9,3%, e Pará, com 9,0%.

Segundo representantes do setor aéreo, os cortes iniciais estão concentrados em rotas consideradas menos rentáveis. Linhas de maior demanda, como as conexões entre São Paulo e Rio de Janeiro ou Brasília, ainda não sofreram impactos significativos neste primeiro momento.

Nos bastidores, companhias aéreas atribuem a redução das operações ao aumento expressivo dos custos, impulsionado principalmente pelo reajuste de 54% no preço do querosene de aviação, aplicado em 1º de abril. O combustível é um dos itens de maior peso nas despesas operacionais do setor.

A expectativa do mercado é de que a pressão continue nas próximas semanas. Fontes do segmento indicam a possibilidade de um novo reajuste no combustível já em 1º de maio, podendo alcançar cerca de 20%, a depender das oscilações do petróleo nos últimos dias de abril.

Os dados revelam que, no início do mês, estavam previstos 2.193 voos diários para maio. Na atualização mais recente, o número caiu para 2.128 operações por dia, o que representa redução total de 2.015 voos ao longo do mês e recuo de 2,9% na malha aérea nacional.

Embora o percentual pareça modesto, o impacto é considerado relevante. A diminuição representa cerca de 10 mil assentos a menos ofertados diariamente, além da retirada de aproximadamente 12 aeronaves de médio porte de operação, o que pode afetar preços de passagens e a conectividade entre diversas regiões do país.

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