Desligamentos no Botafogo-PB expõem insatisfação nos bastidores do clube
Ex-gerente de futebol e nutricionista deixam cargos com críticas à gestão e ambiente interno
O Botafogo-PB registrou, nesta semana, novos desligamentos que chamaram atenção não apenas pelas saídas em si, mas pelo tom adotado nos comunicados públicos. O ex-gerente de futebol Mauro Branco e a nutricionista Débora Oliveira anunciaram suas despedidas destacando “consciência tranquila” e dever cumprido, ao mesmo tempo em que sinalizaram dificuldades enfrentadas nos bastidores do clube.
Em sua manifestação, Mauro Branco foi mais incisivo ao apontar insatisfação com o ambiente interno e críticas à condução administrativa. O profissional mencionou “atmosferas desgastantes”, falta de gestão humana e condutas que, segundo ele, comprometem o profissionalismo no futebol. Já Débora Oliveira adotou um tom mais institucional, ressaltando a dedicação ao longo de sua trajetória e afirmando que encerra o ciclo com ética, mesmo diante de desafios que exigiram além do esperado.
As saídas ocorrem em um contexto de mudanças recentes no clube, que já havia registrado o desligamento do técnico Ruy Cabeção em março de 2026. A sequência de despedidas com mensagens semelhantes levanta questionamentos sobre o ambiente interno e a gestão do Botafogo-PB, especialmente em um momento de desafios esportivos na temporada.
Apesar das declarações públicas dos profissionais, a diretoria do clube ainda não detalhou oficialmente os motivos dos desligamentos. O silêncio institucional reforça o clima de incerteza nos bastidores e mantém em aberto as interpretações sobre o cenário administrativo da equipe paraibana.

