Falência da Braiscompany: Justiça Decreta Fim de Grupo Acusado de Prejuízos Milionários
Empresas do Grupo Braiscompany são Declaradas Falidas por Abandono e Insolvência
O juiz Claudio Pinto Lopes, da Vara de Feitos Especiais de Campina Grande, decretou a falência da Braiscompany e de outras três empresas ligadas ao grupo, investigado por prejuízos a investidores em todo o país. A decisão atinge as empresas Braiscompany Soluções Digitais e Treinamentos Ltda., Braistech Centro de Inovação e Tecnologia Ltda., Brais Games Software Ltda. e Brais Holding Participações Ltda.
O pedido de falência foi apresentado por um credor, sob a alegação de inadimplemento contratual e abandono do estabelecimento empresarial. A sentença aponta um quadro de insolvência generalizada, com mais de 5 mil ações judiciais contra o grupo em todo o país.
A decisão judicial destaca que as sedes das empresas estavam fechadas e desativadas, e os sócios-diretores, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias Campos, permaneceram foragidos por mais de um ano antes de serem presos na Argentina.
Com a decretação da falência, foi nomeada a empresa Vivante Gestão e Administração Judicial como administradora judicial do processo. Caberá à administradora arrecadar bens, documentos e promover a lacração dos estabelecimentos, preservando o patrimônio da massa falida.
A decisão determina a suspensão de ações e execuções contra as empresas, proibição de venda ou transferência de bens sem autorização judicial, e expedição de ofícios à Junta Comercial e à Receita Federal para anotação da condição de "falido".
Será publicado edital com a íntegra da decisão e a relação de credores. Após a publicação, os interessados terão prazo de 15 dias para habilitação de créditos e 10 dias para eventual impugnação.
A falência da Braiscompany é o desdobramento judicial de um caso que ganhou repercussão nacional após milhares de investidores relatarem prejuízos milionários. A empresa prometia altos rendimentos com operações envolvendo criptoativos, mas deixou de cumprir pagamentos e teve as atividades encerradas.
A Braiscompany se apresentava como empresa de tecnologia voltada para investimentos em criptomoedas, com promessa de rentabilidade fixa mensal. As apurações apontaram indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional e possível estrutura de pirâmide financeira.
Os sócios foram condenados criminalmente no âmbito da Justiça Federal, relacionada a crimes financeiros. Com a paralisação das atividades, clientes passaram a buscar ressarcimento na Justiça.
A decretação da falência busca organizar a liquidação dos ativos remanescentes e permitir o pagamento dos credores de forma igualitária, conforme as regras da Lei de Recuperação e Falências.

