Espetáculo inspirado em Clarice Lispector chega ao MAPP com reflexão sobre memória e identidade feminino
Monólogo “A Mulher Distante” terá duas sessões em Campina Grande e aborda temas como nostalgia, vida e feminicídio
O Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), vinculado à Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, recebe no próximo sábado (11) o espetáculo “A Mulher Distante”, com apresentações às 19h e 20h. Inspirado na obra Água Viva, de Clarice Lispector, o monólogo propõe uma imersão sensível nas nuances da existência humana, sob a direção e atuação de Diogo Targino, a partir de texto de Dias Miranda.
Segundo o artista, a montagem tem como eixo central a sensibilidade feminina, que se desdobra em reflexões sobre memória, perdas e os limites entre vida e morte. Com uma trajetória de 16 anos revisitando a obra, Diogo destaca que a versão de 2026 também incorpora a temática do feminicídio, prestando homenagem às mulheres vítimas de violência. A proposta, conforme explica, é provocar o público e evitar que essas histórias sejam silenciadas ou esquecidas.
Além de “A Mulher Distante”, Diogo Targino também se destaca por outros trabalhos autorais, como “As Luas em Mim”, espetáculo que aborda a vivência de um homem trans em um contexto psiquiátrico, sob direção da premiada Letícia Rodrigues. Com quase duas décadas de atuação no teatro, o artista construiu sua carreira em Campina Grande, consolidando-se no cenário cultural com montagens intimistas e de forte apelo reflexivo.
Desenvolvendo seus projetos de forma independente, Diogo acumula funções que vão da criação à produção e divulgação de seus espetáculos, levando suas obras a diferentes espaços e festivais pelo país. Em 2024, foi premiado no 11° Festival Nacional de Teatro do Piauí, realizado em Floriano, reforçando sua relevância no circuito artístico. Informações adicionais sobre o espetáculo podem ser obtidas por meio das redes sociais do artista.

