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Em Foco Saúde

CEDMEX de Patos passa a recusar receitas médicas sem RQE e gera denúncia de sindicato

SIMED-PB aponta dificuldades no acesso a medicamentos de uso contínuo; Secretaria de Saúde afirma que exigência segue protocolos nacionais para determinados casos.

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 04/11/2026 23:13
Foto: Notícia Verdade
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Pacientes que dependem de medicamentos de uso contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem estar enfrentando dificuldades de acesso em Patos, no Sertão da Paraíba. O Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB) denunciou, na terça-feira (3), que o Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcionais (CEDMEX) do município passou a recusar prescrições emitidas por médicos sem Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

Diante da situação, médicos da região encaminharam uma solicitação à Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), pedindo esclarecimentos sobre a existência de normas que tornem obrigatória a apresentação do RQE para a aceitação das receitas. Segundo o sindicato, as recusas estariam ocorrendo inclusive com prescrições de profissionais que acompanham os mesmos pacientes há mais de dez anos. A entidade também argumenta que a ausência do registro, por si só, não impede um médico de prescrever medicamentos.

Em resposta, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, para determinados agravos, os protocolos exigem laudos e solicitações emitidos por profissionais com RQE na área correspondente. A pasta ressaltou que os critérios para autorização e dispensação desses medicamentos são estabelecidos pelo Ministério da Saúde e têm validade em todo o território nacional.

A divergência entre a denúncia do sindicato e os critérios apresentados pela Secretaria levanta questionamentos sobre a aplicação dos protocolos e seus impactos no atendimento aos pacientes que dependem da assistência farmacêutica especializada. O esclarecimento das regras aplicáveis é fundamental para garantir o cumprimento das exigências sanitárias e evitar prejuízos à continuidade dos tratamentos.

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