Terça, 14 de Abril de 2026
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Cidades Paraíba

Paraíba lidera custo da construção no Nordeste e registra maior valor por metro quadrado em março

Alta é impulsionada por reajustes na mão de obra e coloca estado entre os maiores avanços do país

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 14/04/2026 05:52
Foto:
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A Paraíba alcançou, em março de 2026, o maior custo médio do metro quadrado da construção civil entre os estados do Nordeste, conforme dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O valor chegou a R$ 1.902,48, refletindo uma expressiva elevação no setor e posicionando o estado em destaque no cenário regional.

O levantamento também aponta que a Paraíba registrou uma das maiores variações mensais do país, com alta de 1,83% em março, ficando atrás apenas da Bahia, que apresentou crescimento de 2,16% no período. Segundo o IBGE, o avanço está diretamente relacionado aos acordos coletivos firmados pelas categorias da construção civil, com impacto significativo nos custos, sobretudo na mão de obra.

Apesar de liderar no Nordeste, o custo paraibano ainda permanece ligeiramente abaixo da média nacional, que atingiu R$ 1.932,27 por metro quadrado no mesmo mês. Em âmbito nacional, o índice registrou aumento de 0,37% em março e acumula alta de 6,73% nos últimos 12 meses, evidenciando uma tendência contínua de encarecimento do setor.

No recorte regional, o Nordeste apresentou a maior variação entre todas as regiões brasileiras, com crescimento de 0,95% no mês. Todos os estados nordestinos registraram elevação nos custos da construção, reforçando o movimento de pressão inflacionária no segmento.

De acordo com o Sinapi, o aumento nacional foi impulsionado principalmente pelos materiais, que subiram 0,43% no mês, e pela mão de obra, com alta de 0,31%. Em valores absolutos, os materiais passaram de R$ 1.082,59 para R$ 1.089,78, enquanto o custo da mão de obra avançou de R$ 839,38 para R$ 842,49. No acumulado de 12 meses, a mão de obra segue como o principal fator de pressão, com elevação de 9,89%.

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