No dia de hoje (2/4) não poderia deixar de falar sobre esse assunto tão importante: transtorno do espectro autista (TEA).
Quando falamos sobre TEA uma das perguntas atuais mais frequentes é: "os casos realmente estão aumentando ou está se fazendo mais diagnósticos?".
A resposta a esta pergunta ainda gera controvérsias. O fato é que hoje se conhece, identifica e diagnostica muito mais. O tema já é amplamente divulgado nas mídias sociais e entre profissionais da saúde e educação.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado principalmente por um padrão restrito e repetitivo de interesses, comportamentos ou atividades e por déficits persistentes na comunicação e interação social.
Embora pareça um diagnóstico simples na prática é extremamente complexo e exige uma avaliação minuciosa do histórico pessoal, incluindo todas as áreas da vida e em diferentes contextos e ainda a realização de inúmeros diagnósticos diferenciais com outras condições psiquiátricas e médicas.
Dada a essa complexidade e casos que podem ser subdiagnosticados não é raro se fazer diagnósticos já na vida adulta.
O TEA geralmente vem acompanhado de outros transtornos como deficiência intelectual, TOC, Tiques, ansiedade ou depressão. O que exige atenção profissional e torna o diagnóstico ainda mais complexo.
Porém diagnosticar não implica em rotular e sim garantir compreensão, conhecimento, direitos e tratamentos adequados conforme a necessidade de cada um.
Muitas podem ser as necessidades dos portadores de autismo e a avaliação individualizada por uma equipe multiprofissional é fundamental para garantir o acesso as mais diversas modalidades de tratamento.
Na dúvida procure sempre um profissional de saúde qualificado.
Uma abordagem e diagnóstico adequados podem garantir qualidade de vida e felicidade aos pacientes e familiares.