Quarta, 09 de Setembro de 2026
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Polícia Pixbet

PF aponta uso de dinheiro ilícito para pagamento de outorga de R$ 30 milhões da Pixbet

Investigação da Operação Arena apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo apostas esportivas; Ministério da Fazenda determinou suspensão das atividades da empresa

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 09/09/2026 13:02
Foto: Geraldo Jerônimo / TV Paraíba
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A Polícia Federal investiga a suspeita de que os R$ 30 milhões pagos pela Pixbet para obter autorização federal de funcionamento tenham origem em recursos provenientes de atividades consideradas ilícitas. A empresa, sediada em Campina Grande, na Paraíba, é alvo da Operação Arena, deflagrada na quinta-feira (13), que apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionado ao setor de apostas esportivas.

Segundo as investigações, a atuação nacional da Pixbet, anteriormente baseada em licenças estaduais, foi invalidada pela Justiça em 2025. Posteriormente, a empresa obteve uma outorga junto ao Ministério da Fazenda pelo valor de R$ 30 milhões. Para a PF, os recursos utilizados no pagamento seriam provenientes da exploração ilícita de jogos por apostas fixas desde 2012, com valores supostamente remetidos a uma empresa que, de acordo com os investigadores, nunca existiu.

A investigação aponta ainda que o processo de transferência de recursos para o exterior teria sido estruturado para simular operações financeiras legítimas. De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro arrecadado por meio das apostas era enviado para fora do país através de empresas de compensação financeira e posteriormente direcionado a uma empresa de fachada registrada em Curaçao, território conhecido por funcionar como paraíso fiscal.

Segundo a PF, a empresa sediada em Curaçao não possuía funcionários nem atividade econômica efetiva. Após receber os valores, seus sócios solicitariam pagamentos supostamente relacionados à prestação de serviços, utilizando notas fiscais emitidas pela própria companhia. Os investigadores afirmam que os serviços descritos nos documentos não teriam sido realizados.

Ainda conforme a investigação, os recursos retornavam ao Brasil apresentados como pagamentos por serviços contratados no exterior, criando uma aparência de legalidade para valores que, segundo a PF, teriam sido originalmente obtidos de forma ilícita. O dinheiro acabaria novamente incorporado ao patrimônio da empresa ou de pessoas ligadas ao esquema.

O Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata das atividades da Pixbet e estabeleceu o cancelamento das apostas em andamento, além da devolução dos valores apostados aos usuários. A medida foi adotada em caráter cautelar enquanto as suspeitas investigadas pelas autoridades seguem sendo apuradas.

Procurada pelo g1, a defesa da Pixbet afirmou que ainda não teve acesso à decisão que autorizou a operação e declarou ter sido “pega de surpresa” com a ação. Os representantes da empresa informaram que, após analisarem o conteúdo da decisão, deverão se manifestar sobre as acusações. As suspeitas apresentadas pela Polícia Federal permanecem sob investigação.

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