Idosa encontrada morta em casa, em João Pessoa, estava há pelo menos um ano sem ser vista
Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos, vivia de forma reservada e foi encontrada em avançado estado de decomposição; perícia não identificou sinais de violência
O corpo de uma idosa que foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro de uma residência, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, estava no local havia pelo menos um ano, conforme apontou a perícia inicial. Identificada como Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos, a mulher foi localizada no dia 31 de agosto. Segundo o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), não foram encontrados sinais aparentes de violência, mas a causa da morte ainda não foi determinada.
Natural de Cuité, no Agreste paraibano, Magna Flora morava em João Pessoa desde a adolescência. Surda, viúva e sem filhos, ela era descrita por uma prima de segundo grau, Ana Cláudia, como uma pessoa lúcida, independente e de hábitos reservados. Segundo o relato, a idosa administrava a própria vida financeira e chegou a dirigir, mas evitava o convívio social. Ela sobrevivia de uma pensão deixada pelo pai, que era coletor fiscal.
Ainda conforme a familiar, Magna Flora passou a viver sem água e energia elétrica após a morte do companheiro. Mesmo diante das dificuldades, recusava ajuda e mantinha pouco contato com parentes. A prima relatou que a idosa se alimentava fora de casa, armazenava garrafas para consumo de água e banho e não possuía funcionários. Magna Flora tinha dois irmãos vivos, mas, segundo a família, não mantinha contato com eles.
A Polícia Civil designou um delegado para investigar o caso e aguarda o laudo necroscópico, que será elaborado pelo IPC-PB. O instituto informou que foram solicitados exames complementares, incluindo análise de DNA e coleta de vestígios entomológicos — relacionados à presença de insetos no corpo —, que podem auxiliar na investigação. O laudo deve ser concluído em até dez dias. Os irmãos da idosa deverão providenciar o resgate do corpo.
