Sexta, 24 de Julho de 2026
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Polícia Guarabira

Engenheiro é sepultado sob comoção após ser morto a tiros em festa de São João; suspeito não possuía porte de arma

Investigação aponta homicídio qualificado, uso de arma sem registro e novas acusações por agressões contra familiares da vítima no Agreste da Paraíba

Por J.C Martins
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José Carlos Martins Júnior

J.C Martins

ararinhabruh@gmail.com
João Pessoa-PB

| 24/07/2026 09:34
Foto: J.C Martins
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Sob forte comoção de familiares, amigos e moradores, foi sepultado na manhã desta segunda-feira (22), no Cemitério Central de Guarabira, o corpo do engenheiro civil Rubens Fernando da Costa Filho, de 29 anos. A morte do jovem, ocorrida após uma briga na saída de uma festa privada de São João em Lagoa Seca, no Agreste paraibano, provocou repercussão em todo o estado e ampliou o debate sobre segurança em eventos festivos.

O velório aconteceu no domingo (21), na Câmara Municipal de Guarabira, cidade onde Rubens nasceu e residia. Centenas de pessoas compareceram ao local para prestar homenagens e acompanhar os familiares, abalados pela perda repentina do engenheiro, que completaria 30 anos em agosto.

De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu após uma discussão iniciada ainda durante a festa e motivada por ciúmes. Conforme a investigação, a namorada do suspeito é ex-companheira da vítima. Após o desentendimento, Rubens deixou o evento acompanhado de amigos.

Segundo o delegado Ramirez São Pedro, responsável pelo caso, cerca de vinte minutos depois da confusão o suspeito teria ido até o próprio veículo, localizado no estacionamento do evento, retirado uma arma de fogo e efetuado os disparos contra Rubens, que foi atingido no coração.

A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital de Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos. Familiares afirmaram que buscarão responsabilização judicial e defenderam que o caso seja tratado com rigor. O primo de Rubens, Fábio Meireles, destacou que o engenheiro não possuía histórico de conflitos e que sua morte deixou a família profundamente abalada.

O suspeito do crime foi identificado como Cristian Dantas, empresário da região de Campina Grande, preso em flagrante pouco após o ocorrido. Conforme confirmou a Polícia Civil nesta segunda-feira (22), ele não possuía porte legal de arma de fogo.

Ainda segundo o delegado, a arma utilizada no homicídio também não possuía registro junto à Polícia Federal. A ausência de autorização para porte e de regularização da arma deve integrar os elementos considerados durante o andamento da investigação e eventual julgamento do caso.

Além do homicídio, Cristian Dantas também deverá responder por lesão corporal. Conforme depoimentos colhidos pela polícia, a namorada e a irmã de Rubens relataram terem sido agredidas com socos durante os momentos de tensão que antecederam o assassinato.

As duas mulheres foram submetidas a exames de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica, que constataram lesões na região da face. Após os procedimentos, ambas formalizaram representação criminal contra o suspeito, o que reforçou o pedido de indiciamento pelas agressões.

Cristian Dantas permaneceu em silêncio durante o depoimento prestado às autoridades. Ele foi autuado por homicídio qualificado — por motivo fútil e emboscada, circunstância que teria impossibilitado a defesa da vítima — além das acusações relacionadas às agressões. A arma foi apreendida e o investigado permanece à disposição da Justiça, devendo passar por audiência de custódia.

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