Brasil ultrapassa 214 milhões de habitantes, aponta estimativa do IBGE
População cresceu 5,49% desde o Censo de 2022, mas ritmo de expansão demográfica continua em desaceleração
O Brasil alcançou uma população estimada de 214.211.951 habitantes em 1º de julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O número representa um crescimento de 11,1 milhões de pessoas, ou 5,49%, em relação ao Censo Demográfico de 2022. Na comparação com 2025, a população brasileira aumentou 0,37%.
Entre os municípios, São Paulo (SP) permanece como o mais populoso do país, com 11.911.337 habitantes. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133; Brasília (DF), com 3.009.996; Fortaleza (CE), com 2.582.360; e Salvador (BA), com 2.559.945. Juntos, os cinco municípios concentram 26,8 milhões de pessoas, aproximadamente 12,5% da população nacional. As 27 capitais, somadas, reúnem cerca de 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% do total brasileiro.
O levantamento aponta ainda que 15 municípios possuem mais de 1 milhão de habitantes, concentrando quase 49,9 milhões de pessoas, cerca de 20% da população do país. Além das capitais, apenas Guarulhos e Campinas, ambas em São Paulo, integram esse grupo. Na outra extremidade, Serra da Saudade (MG), com 857 moradores, é o município menos populoso, seguido por Anhanguera (GO), Borá (SP), Araguainha (MT) e Nova Castilho (SP). Ao todo, 2.467 municípios têm menos de 10 mil habitantes.
Entre os estados, São Paulo lidera com aproximadamente 46,1 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% da população brasileira. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com cerca de 21,5 milhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com 17,2 milhões. Acre, Amapá e Roraima são os estados menos populosos, com estimativas inferiores a 1 milhão de habitantes cada.
Regionalmente, o Sudeste continua concentrando a maior parcela da população brasileira, com aproximadamente 89 milhões de habitantes, ou 41,6% do total. O Nordeste aparece em seguida, com 57,4 milhões (26,8%), enquanto o Sul reúne 31,5 milhões (14,7%), o Norte, 18,9 milhões (8,8%), e o Centro-Oeste, 17,4 milhões (8,1%).
Apesar do crescimento populacional, o Brasil mantém uma trajetória de desaceleração demográfica. A expansão entre 2025 e 2026 foi de 0,37%, abaixo dos 0,39% registrados entre 2024 e 2025. Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso apresentaram as maiores taxas de crescimento, enquanto Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul registraram as menores.
As estimativas populacionais do IBGE também têm impacto na administração pública. Os dados são utilizados, entre outros fins, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como um dos parâmetros para o cálculo do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios, além de servirem de referência para a produção de indicadores sociais, econômicos e demográficos.
