Inglaterra e Argentina batem recorde negativo de falta de finalizações em semifinal da Copa do Mundo
Primeiro tempo truncado, marcado por excesso de faltas e pouca criatividade ofensiva, entra para a história dos Mundiais
A semifinal entre Inglaterra e Argentina entrou para a história da Copa do Mundo de 2026 por um motivo incomum. O confronto registrou o maior período sem qualquer finalização desde o início do levantamento estatístico da Opta, em 1966, evidenciando um primeiro tempo de poucas oportunidades e forte disputa física entre as equipes.
As duas seleções permaneceram 30 minutos sem concluir uma única jogada ao gol, superando o recorde anterior da competição. A primeira finalização ocorreu apenas aos 33 minutos da etapa inicial, quando o zagueiro John Stones cabeceou após cobrança de falta na área. Mesmo assim, a tentativa não foi suficiente para alterar o panorama de um jogo marcado pela escassez de ações ofensivas.
A Inglaterra já havia participado do recorde anterior nesta edição da Copa do Mundo. Nas quartas de final, diante da Noruega, o duelo passou 29 minutos sem qualquer finalização das duas equipes. Na semifinal, o cenário foi ainda mais travado, impulsionado pelo elevado número de interrupções.
Ao término do primeiro tempo, Inglaterra e Argentina haviam cometido 19 faltas — 12 dos argentinos e sete dos ingleses. Apenas três finalizações foram registradas nos 45 minutos iniciais, nenhuma delas na direção do gol, reforçando o caráter equilibrado e defensivamente intenso da partida.
