Secretaria de Saúde orienta população sobre manejo seguro do caramujo-africano em Campina Grande
Espécie invasora pode transmitir parasitas causadores de doenças e exige cuidados específicos na coleta e no descarte
Com o aumento das chuvas e da umidade, a Secretaria de Saúde de Campina Grande intensificou as orientações à população sobre o manejo seguro do caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), espécie exótica invasora que representa riscos ao meio ambiente e à saúde pública. Por meio da Gerência de Vigilância Ambiental, o município alerta que o molusco pode atuar como hospedeiro de parasitas responsáveis por doenças como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal, reforçando a importância da adoção de medidas preventivas.
Segundo o gerente de Vigilância Ambiental, Hércules Lafite, as equipes de educação em saúde e os agentes de combate às endemias orientam moradores, instituições e órgãos públicos sobre os procedimentos corretos para a coleta e o descarte do animal, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. A orientação é utilizar luvas ou outro equipamento de proteção para evitar o contato direto com o caramujo e seu muco. Em seguida, os moluscos devem permanecer imersos por 24 horas em uma solução preparada com um litro de cloro para três litros de água, antes de serem descartados no lixo comum em um saco devidamente fechado.
A Secretaria também alerta que as conchas não devem ser deixadas no ambiente, pois podem acumular água e favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além disso, recomenda a inspeção frequente de quintais, jardins e terrenos, bem como a correta higienização de verduras, legumes e frutas com água corrente e solução clorada, reduzindo o risco de contaminação por parasitas presentes no muco do caramujo.
A Gerência de Vigilância Ambiental reforça que a população pode buscar orientação junto às equipes de saúde do município sempre que identificar a presença da espécie. O controle do caramujo-africano depende da participação dos moradores e da adoção das práticas adequadas de manejo e descarte, contribuindo para a prevenção de doenças e a proteção da saúde coletiva.
